sábado, 17 de outubro de 2015

NÃO QUERO MAIS MIGALHAS DE ATENÇÃO!

Até onde você deve ir para satisfazer suas carências? O que falta em você realmente falta ou você criou uma necessidade exacerbada de receber o que acha que tanto merece?
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Construí minha vida em cima da ideia de que faltava muita coisa em mim para que eu fosse feliz. Faltava, e como eu não sabia o que era, comecei a acreditar que era o que as outras pessoas recebiam, e eu não.
Carinho, afeto, companheirismo, amizades, aceitação, atenção. Reconhecimento. Nada disso eu tinha, e cada vez que eu via alguém recebendo, meu vazio aumentava. Eu precisava encontrar alguém para finalmente fornecer o que faltava em mim. Idealizei um mundo em que eu receberia tudo o que eu queria.
Apaixonei-me por alguém que me prometeu as estrelas, mas tão logo percebeu que eu estava disposta a fazer tudo por ele (eu não sabia fingir), começou a retribuir toda a minha devoção com míseras migalhas.

Embora eu achasse que merecia mais, o medo de perder o pouco que eu recebia aprisionava-me em um ciclo destrutivo e humilhante. Era melhor ter pouco do que nada, assim eu pensava. Minha autoestima autorizava-me a dar tudo o que eu podia para receber em troca… migalhas de atenção.
Se você se viu de alguma forma descrita neste texto, sugiro que reflita sobre a seguinte ideia:
No momento em que você acredita cegamente que falta algo em você, e que esse “preenchimento” só pode vir de outra pessoa, então fatalmente você começa a viver para satisfazer a carência que você mesma insiste em criar. Para se aprisionar a alguém através da paixão, não é necessário que você receba de fato aquilo que acredita faltar. A simples expectativa de que você receberá o que tanto quer já é suficiente para colocá-la em um ciclo de adoração. Cuidado! A carência excessiva acentua muito essa situação. Surge em você a crença de que um dia, se você se esforçar muito, vai finalmente receber o que tanto merece e quer da outra pessoa. Acredite, o que você tanto procura está dentro de você.
Repense sua vida, repense suas carências.
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Por: CARLOS MION (clique site pessoal) – Via: OBVIOUS

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